VOA 2017 - 4, 5 e 6 de Agosto - Quinta da Marialva

"Onze novos nomes adicionados ao cartaz. Alinhamento do Palco LOUD! Revelado"

O VOA – Heavy Rock Festival vai estar uma vez mais de regresso ao Parque Urbano Quinta de Marialva, em Corroios, nos dias 4, 5 e 6 de Agosto, sendo que a edição de 2017 apresenta diversas novidades na programação do festival. Entre as principais conta-se, pela primeira vez e a aproveitar o crescimento do evento para três dias, a inclusão de um segundo palco, que conta com curadoria da revista LOUD!. Do rock'nroll selvagem dos THE BLACK WIZARDS ao misterioso híbrido death/black metal dos THE OMINOUS CIRCLE, passando ainda pelo heavy metal com garra dos CRUZ DE FERRO, pelo peso contemporâneo dos ADAMANTINE, pelo obscurantismo dos NÉVOA, pelas atmosferas desafiantes dos EARTH DRIVE, pela agressividade cerebral dos DON'T DISTURB MY CIRCLES, pelo death/grind letal dos incontornáveis GROG e também pelo crossover pujante dos RASGO, a mais antiga e resiliente publicação mensal dedicada aos sons pesados em território nacional promete transformar este espaço numa mostra do que de melhor se tem produzido por cá nos últimos anos.

Como se isso só não bastasse, às onze bandas já previamente anunciadas para o palco principal, juntam-se agora mais dois nomes de respeito; a saber, THE CHARM THE FURY e PROCESS OF GUILT. Se estes últimos são sobejamente conhecidos do público luso, sendo hoje vistos como um dos mais brilhantes porta-estandartes do extremismo nacional mais lento, monolítico e pintado em tons bem negros, os primeiros poderão perfeitamente transformar-se numa das grandes sensações da edição de 2017 do VOA – Heavy Rock Festival. Liderados pela indomável Caroline Westendorp, o quinteto holandês tem vindo a afirmar-se como um nome a ter em conta no espectro do metal ultra-moderno e acaba de editar o segundo longa-duração, com título «The Sick, Dumb & Happy», que marca a estreia dos THE CHARM THE FURY através da gigantesca Nuclear Blast e promete, desde já, transformá-los numa das propostas mais badaladas do Verão que se avizinha. Quem tem também um portentoso novo álbum na calha e pronto a ser editado são precisamente os PROCESS OF GUILT, sendo que esta passagem dos lisboetas pelo palco do Parque Urbano Quinta de Marialva, em Corroios, será uma ótima oportunidade para conferir todo o poderio sonoro de «Black Earth», o muito aguardado sucessor do elogiado «FÆMIN».

O cartaz do VOA – Heavy Rock Festival – que decorre, nos dias 4, 5 e 6 de Agosto – conta também com a participação dos já anunciados APOCALYPTICA, TRIVIUM, EPICA, THE DILLINGER ESCAPE PLAN, INSOMNIUM, DEATH ANGEL, OBITUARY, KILLUS, CHILDRAIN, COLOSSO e TERROR EMPIRE. Os últimos nomes serão anunciados brevemente.

Quatro anos depois de, em 2013, terem apanhado muito boa gente de surpresa com o lançamento do disco de estreia «A Shade Of My Former Self» através da independente francesa Listenable Records, os holandeses The Charm The Fury aumentaram em muito a qualidade do seu “jogo”. Dominado por um registo agressivo impulsionado pelo desdém que os elementos da banda nutrem pelo estado calamitoso do planeta em que vivemos no Séc. XXI, apoiado numa inteligência feroz e num sincero desejo de libertar as massas do torpor em que vivem, a novidade «The Sick, Dumb & Happy» afirma-se como uma potente declaração de intenções na forma como pretende trazer um novo fôlego ao mundo da música pesada. Temas como os singles «Down On The Ropes» ou «Echoes» surgem assentes numa fórmula de metal ultra-moderno e distinto, carregado de balanço e melodia, redefinindo o som do quinteto à luz do crescimento que sofreu desde que, corria o ano de 2010, se juntaram para fazer música. Revelando um crescimento exponencial, em 2017 os The Charm The Fury mostram-se um coletivo no auge dos seus poderes, impulsionado por uma paixão imensa para fazer música que vai direta à jugular e que exige headbanging furioso por parte da sua audiência. À frente do projeto está a indomável Caroline Westendorp, senhora de um registo vocal ultra-dinâmico, capaz de ir do canto melódico a um forte rugido gutural numa questão de segundos, que se afirma como mais uma prova de que uma vocalista feminina no mundo do metal pode ser muito mais que apenas uma ferramenta do marketing para satisfazer as massas.

Tendo aperfeiçoado a sua expressão musical distinta e inimitável ao longo de um caminho que abrange já uma carreira de quinze anos, os Process Of Guilt são atualmente uma das principais forças motrizes no underground português. Entregando riffs massivos e pesados apoiados numa secção rítmica punitivamente precisa, quase-industrial, a banda lisboeta possui uma intensidade única que atrai ouvintes de um amplo espectro de géneros e sub-géneros da música extrema. Amplamente experimentados quando se trata de tocar ao vivo – tendo partilhado palcos com bandas de nomeada como Godflesh, Cult of Luna ou Napalm Death – as suas performances são exibições puras de ferocidade, que não deixam ninguém indiferente. Com o lançamento de seu terceiro longa-duração «FÆMIN», em 2012, o quarteto formado por Hugo Santos, Nuno David, Custódio Rato e Gonçalo Correia deu finalmente o há muito merecido salto para o reconhecimento internacional – o álbum sucessor de «Erosion» e «Renounce» valeu-lhes duas digressões europeias como cabeças-de-cartaz e um cobiçado slot na edição de 2013 do festival Roadburn, onde atuaram perante uma multidão totalmente rendida à descarga monolítica do quarteto nacional. Já após a edição de um split com os suíços Rorcal, há dois anos, 2017 marca o regresso dos músicos aos discos de longa-duração, com o colossal «Black Earth» a capturar uma vez mais as vibrações orgânicas e industriais já presentes em «FÆMIN» e desenvolvendo-as ainda mais na construção de uma besta hipnótica de proporções gigantescas.

Os bilhetes custam 65 euros (passe três dias) e 35 euros (bilhete diário), à venda nos locais habituais.