VALLENFYRE em Portugal - Exclusivo de Lunah Costa

 

Texto: Lunha Costa

Fotos: cedidas por Valkyrian Music

 

Os Vallenfyre nasceram uma situação trágica e dolorosa, tendo sido formada Greg Mackintosh, guitarrista Paradise Lost, após a morte do pai,que faleceu vitima de cancro da próstata. Greg, de forma a ultrapassar essa perda, começou a compor sem qualquer obejctivo comercial, apenas como forma de escape emocional. No entanto, mudou de ideias e reuniu, do meu ponto de vista, um super grupo de músicos: r Scoot (Doom, Extinction of Mankind), Hamish Hamilton Glencross (ex- My Dying Bride) e Adrian Erlandsson (At the Gates, Paradise Lost, The Haunted, Cradle of Filth). Adrian não pude acompanhar os restantes membros na tour, sendo substituido pelo jovem finlandês Waltteri Vaynen. Tendo estes membros, Vallenfyre é uma banda a ter em conta, já com dois cd´: A Fragile King de 2011 e Splinters de 2014 e um EP Desecration de 2011. No entanto, apesar de toda a qualidade e reconhecimento dos membros intregantes, a audiencia no Hard Club foi decepcionante.

A sala 2 estava bastante despida, o que sugere que o facto de uma banda ter membros de respeito e valor, não garante uma sala bem composta. Talvez o motivo seja o facto do mês de Janeiro e o mês de Fevereiro estrem repletos do boas ofertas, como no dia 4 de Janeiro, os Eluveitie e no dia 11 de Fevereiro os Amon Amarth. No entanto, quem foi,saiu do Hard Club satisfeito. Os espanhois Foscor (significa escuridão em catalão) foram a banda convidada, e muito bem escolhida. Fundada em 1997, Foscor possuem quatro albuns: Entrance to the Shadows' Village, 2004; The Smile of the Sad Ones, 2007; Groans to the Guilty, 2009 e Those Horrors Wither de 2014. Fazem lembrar Opeth antigo com uma voz muito semelhante a Mikael Stanne dos Dark Tranquilitu. Apesar do som um pouco"confuso", foi um bela concerto, com muita simpatia e humildade.

 

Gostaria de os ver em um concerto como a banda principal, já mereciam. Tiveram muita pouca audiência, mas isso fez com que os aplausos fossem ainda mais sentidos. A presença de Mackintosh não surpreendeu os fans mais atentos de Paradise Lost, a sua presença em palco é sempre expressiva, dinamica e merecedora de respeito. No entanto, surpeende pela voz, e que voz! E pelo seu sentido de humor (Obrigado! See? I can speak Portuguese. Took me twenty years to learn how to say ‘thank you’. Give me another twenty and I’ll learn how to say ‘please’.). Estamos a falar de um grande senhor! Com mais anos de carreira do que muitos que estão a ler este artigo. Como grande admiradora de Paradise Lost, devo dizer que fiquei muito entusiasmada com Mackintosh e irei seguir Vallenfyre com uma atenção minusiosa. Quem deixou todos de queixo caido, foi Waltteri Vavrynen, este jovem baterista faz inveja a muitos bateristas veteranos, com um sentido de ritmo, coordenação e controle de tempo espantoso! Digno de substituir o Adrian.

Destaque também para Sam Wallece, guitarrista responsável por reproduzir as linhas de guitarra de Mackintosh, pois este em palco desempenha a função de vocalista (e muito bem). Foi um concerto de puro death metal old school, com elementos doom que produzem juntos uma atmosfera arrasadora, sombria! Tocaram temas como "Scabs”, “Odious Bliss”, “Savages Arise”, “Desecration” e, no final, “Splinters”.

A banda foi extremamente coesa, irreprensivel, e esperemos que a falta de adesão não dificulte o seu regresso. Só mais um aparte, o Porto é a cidade europeia preferida de Mackintosh, apenas tem um problema: com o alcool, porque temos muito bom vinho. E o Scoot sabe dizer uma frase em português bem descritiva desta situação: "homem muito bebedor". Infelizmente, não fizeram o "encore" pois a seguir ia actuar um dj de eletrónica... Ora porra! Termino a afirmar que Vallenfyre está no meu TOP 5 de bandas preferidas. Tal como sempre admirei o trabalho de Mackintosh e espero que se eles voltarem, que o público do Hard Club, enche a sala como a banda merece.

 

 

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