STOREN em entrevista exclusiva.

Brasileiros STOREN em entrevista exclusiva 

STOREN

Quero agradecer em nome do público Português a vossa disponibilidade para esta pequena entrevista.

A entrevista foi respondida pela Paloma Storen, vocal da banda.

SdR –  Quando é que descobriram a paixão pela música? e porquê este genero musical?

Paloma – Storen (P-S): Descobri minha paixão pela música desde muito novinha quando ficava encantada com as músicas infantis que minha mãe tocava para mim ao violão. Descobri o rock e o pop mais tarde, no fim da infância, pesquisando na internet, pegando CDs emprestados com amigos. A energia dos shows me fascinou desde o início.

SdR –  Quando é que aconteceu aquele clic em que pensaram formar a vossa banda?

P-S: Quando aprendi a tocar violão já comecei a frequentar estúdios, ensaiar com amigos e fazer algumas apresentações em pequenas festas. Em uma dessas apresentações, a mãe do Rodrigo disse que eu deveria conhecê-lo, pois ele também tocava. Interessei-me muito pela proposta que ele tinha de fazer uma banda que fosse bem organizada e profissional. Na semana seguinte já começamos a nos encontrar em minha casa e a compor músicas de uma forma muito fluida. A formação da banda foi algo natural que aconteceu em seguida!

SdR – O nome foi dificil de achar?

P-S: Muito! Já tivemos vários nomes e nunca ficávamos satisfeitos, até que um rapaz que trabalhou conosco na assessoria da banda sugeriu “Storen”; gostamos logo de cara! Além de sonoro, tem um significado legal.

SdR - O que significa para voces?

P-S: O nome é uma palavra alemã que a além de significar atrapalhar é também o nome de um montanha onde as pessoas vão para refletir sobre a vida. Unindo os dois significados, pra nós, é algo que te tira do comodismo e te põe para agir e mudar, é aquela "sacudida" que precisamos de vez em quando.

SdR – A banda foi formada em 2010 é recente mas tem um genero musical que puxa muito pelos anos 80, 90 e mistura um pouco de Hard/Rock, Grunge e Rock/Pop. Quais foram as vossas influencias para aderirem a esta boa mistura de sons?

P-S: Sim, tem um pouco das influências de cada integrante. As minhas vão do pop de NoDoubt, Avril Lavigne ao rock de Paramore, Metallica e Stonesour. O Rodrigo é fã de Elvis e de Guns’n Roses. As meninas que entraram para a banda depois têm suas influências distintas também. Se antes queríamos ser mais uma banda pop, com esse novo trabalho, queremos ser mais nós mesmos.

 SdR – A banda lançou em 2012 o seu primeiro single “Pra viver do seu lado” e em 2013 o álbum homônimo, continuando em 2016 com o EP “E Dai” pela Portuguesa MIMS, como está a ser a aceitação deste ultimo trabalho pelo vosso publico?

P-S: O novo trabalho é bem diferente, é um retrato do novo momento que estamos vivendo, com as novas integrantes da banda. É mais cru, autêntico e verdadeiro. Marca um momento de transição em que estamos indo em busca da nossa verdadeira personalidade. Ainda está no início, mais a aceitação está muito boa.

STOREN

 SdR – Cantar em Português foi sempre uma opção vossa ou uma exigência do mercado?

P-S: Sempre compusemos em português por gostar de tocar as pessoas não só pelo som mas pela mensagem também. Não são todos que entendem inglês e cantando em português alcançamos mais gente aqui no Brasil (e em Portugal também!). Mas ultimamente fizemos uma música em inglês e deu muito certo, gostamos da experiência.

SdR – A banda tem planeados alguns concertos fora do Brasil, nomeadamente em Portugal?

P-S: Estamos planeando. Em Outubro devemos fazer uma tour pela América Latina, passando por Uruguai e Argentina principalmente. Esperamos estar em breve nos apresentando em palcos Portugueses e também na Europa. Vai ser muito legal!

SdR – Conhecem alguma Banda de Rock/Metal Portuguesa? O que acham da cena Rock/Metal em Portugal?

P-S: Conhecemos algumas. Acho que as mais conhecidas são os Moonspell e os Xutos e Pontapés. Conhecemos algumas outras como a Miss Lava, More than a Thousand. Andei pesquisando e achei muito legal o som da Dead Combo, eles tem um som instrumental profundo e bonito.

Não temos um conhecimento bom sobre a cena em Portugal. Conversamos uma vez com um amigo de Lisboa que disse que não entende o porquê de o Brasil não consumir a música portuguesa. E realmente, não recebemos muita coisa aqui, temos de procurar se quisermos conhecer.

SdR – Para finalizar esta pequena entrevista queria a agradecer a vossa disponibilidade e pedir ser querem deixar uma mensagem final?

P-S: Nós é que agradecemos pela oportunidade. É ótimo esse intercâmbio musical entre o Brasil e Portugal. A música é uma linguagem universal porque os sentimentos humanos são universais. Ninguém está sozinho. Quando nos sentimos acolhidos por uma música que canta exatamente aquilo que estamos sentindo, entendemos o papel da arte na vida do homem: nos aproximar dos outros e de nós mesmos.